IMD promove palestra sobre soberania digital e desafios da IA generativa no Brasil
Pesquisador Mauro Oliveira discute papel das universidades e impactos de novas tecnologias no país
13-04-2026 / ASCOM
O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) promoveu, na última sexta-feira (10), uma palestra sobre soberania digital e os desafios da Inteligência Artificial (IA) generativa no Brasil. Ministrado pelo pesquisador Mauro Oliveira, o encontro abordou a necessidade de o país fortalecer sua autonomia tecnológica diante do avanço das grandes empresas globais do setor.
A atividade integrou a programação da Caravana LF de Soberania Digital, iniciativa que busca estimular o debate entre pesquisadores, estudantes e gestores sobre temas estratégicos relacionados à transformação digital. Durante a palestra, foram discutidos, principalmente, o impacto da IA generativa na sociedade e o papel das instituições de ensino na formação de profissionais preparados para esse cenário.
Na avaliação de Mauro Oliveira, um dos principais desafios está no distanciamento entre o avanço tecnológico e a compreensão dessas ferramentas por parte da sociedade. Segundo ele, é fundamental que as universidades atuem de forma mais ativa na formação dos estudantes, promovendo não apenas o uso de tecnologias, mas também a compreensão crítica de seus impactos.
O pesquisador também destacou a necessidade de o Brasil investir no desenvolvimento de soluções próprias, apontando que a dependência de tecnologias estrangeiras limita a autonomia do país no ambiente digital. Como exemplo, citou iniciativas nacionais bem-sucedidas, ressaltando a importância de ampliar esse tipo de estratégia.
Regulação, transparência e sustentabilidade
Outro ponto abordado foi a expansão da infraestrutura tecnológica, como a instalação de data centers no país. Para Mauro, esse movimento deve ser acompanhado de discussões sobre regulação, transparência e sustentabilidade, considerando possíveis impactos econômicos e sociais.
Ao longo da apresentação, o palestrante reforçou que o avanço da IA generativa exige uma postura mais proativa das universidades. “As instituições precisam estar à frente dessas transformações, preparando os estudantes para compreender e desenvolver tecnologia, e não apenas utilizá-la”, afirmou.
Além disso, ele defendeu a inclusão de debates sobre tecnologia e seus impactos sociais no ambiente acadêmico, indo além da capacitação técnica. Para o pesquisador, o letramento digital deve envolver reflexão crítica e ser incorporado à formação dos estudantes.